Impressiona o equilíbrio, serenidade e paciência da vice-governadora, Lígia Feliciano (PDT), no tocante ao processo eleitoral de 2018, o que tem causaso surpresa até no grupo girassol. O governador Ricardo Coutinho (PSB) não esperava encontrar em seu caminho uma vice tão preparada, emocionalmente, para suportar tamanha pressão. Apesar de todas estratégias para diminuir a importância e tamanho de Lígia na disputa que se avizinha, a vice sem mantém inflexível e resiliente em suas pretensões.

Acostumado a ditar as regras do jogo, Ricardo tem que combinar com Lígia os passos que devem tomar em 2018. Questioanada durante entrevista nessa terça-feira (5), se apoiaria o candidato do governador, caso Ricardo decida permanecer no governo, a vice-governadora fez questão de endossar decisão do socialista, porém não fechou questão sobre apoio a João Azevedo. “Em 2018, PDT e PSB vão sentar par a definir essas sobre composição de chapa”, respondeu.

Ainda ressaltou que está do lado do grupo do governador, sem criar arestas com o líder socialista. Lígia Feliciano joga bem no campos das estratégias políticas e coloca o governador em xeque nas pretensões de demovê-la do cargo. Todos os esforços nessa direção já foram tentados. A tão desejada vaga de suplente de Ricardo Coutinho para o Senado e uma cadeira no TCE para viabilizar uma eleição indireta na Paraíba já lhe foram oferecidas, porém, sem nenhum poder de sedução.

Ainda na entrevista, Ligia sentenciou seu posicionamento para 2018 e mandou recado direto para o socialista: “Fui eleita para ser vice e permanecerei até o fim”. Traduzindo: “vocês vão ter que me engolir”, parafraseando Mário Jorge Lobo Zagalo. A vice-governadora revela paciência de Jó ao atravessar o deserto das pressões e intimidações em meio aos espinhos girassóis e como diria a canção de Caetano Veloso, “Tranquilo e infálivel como Bruce Lee”, a parcimônia e resiliência de Feliciano vai florando os nervos do líder girassol.