Além de selar o discurso de unidade e a sintonia entre as lideranças da oposição, a Convenção Estadual do PSDB foi um teste para avaliação dos nomes postos como potenciais candidatos da Frente das Oposições. A postura, o discurso, empatia, grau de empolgação e envolvimento do público, além de outros quesitos, são fatores determinantes para a definição do representante da oposição na disputa eleitoral que se avizinha. Na análise dos discursos, uma sinalização clara de quem, no momento, leva vantagem.

Romero Rodrigues, em tom mais ameno, afirmou que não tem obsessão em disputar o Governo do Estado, defendeu a unidades do grupo e ressaltou que há muitos espaços para serem ocupados na chapa majoritária. Apesar de ovacionado e lembrado como potencial candidato a governador, o tucano não assumiu o papel de protagonismo dentro da própria casa.

O senador José Maranhão, que até então era dúvida se participava ou não do encontro, adotou um tom conciliador em seu discurso e apelou pela convergência das lideranças políticas em prol de um projeto de desenvolvimento da Paraíba. Defendeu a autonomia dos partidos na apresentação de nomes para disputa, inclusive o dele, mas sem imposições. Chamou a atenção ao enfatizar que as brigas com o PSDB foram, historicamente, prejudiciais ao estado.

O senador Cássio Cunha Lima até pontuou que pode disputar o cargo, mas deixou muito claro que seu projeto é a reeleição ao Senado. Ele também descartou abrir mão de disputar uma vaga  à Câmara Federal, como foi ventilado pela imprensa. O tucano ressaltou que, para manter a unidade das oposições, se for preciso, ele pode até não disputar nada no próximo ano.

Saudado como futuro governador da Paraíba, no ninho tucano, Luciano Cartaxo deu recado para dentro e para fora do grupo. Falou da importância das duas cidades maiores cidades do Estado estarem juntas no processo eleitoral, ressaltou a importância da união das lideranças oposicionistas e atacou o governo de Ricardo Coutinho.

Cartaxo ressaltou o abismo entre a fala e o discurso de Ricardo, que se autointitula de republicano, porém, não teve a capacidade de firmar parcerias com  as Prefeitras de João Pessoa e Campina Grande, por perseguição política. Ele ressaltou, também, que o ciclo do PSB está encerrando e que os paraibanos esperam um governo de resultados e humano. Uma sinfonia aos ouvidos de uma plateia ávida pelo fim da era socialista na Paraíba.