Na condição de vice-presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), durante manifestação que reuniu representantes de mais de 200 municípios, em Boa Vista, o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, fez uma defesa enfática da união dos gestores públicos municípios para enfrentar as dificuldades provocadas pela crise econômica, que vem gerando cortes significativos nos repasses de recursos federais e estaduais.

“O momento é de união. Um novo pacto federativo significa uma nova forma de relacionamento entre os entes da federação. Mas na Paraíba é preciso que tenhamos mais diálogo, mais interação, mais construção coletiva. Precisamos unir esforços para construir políticas públicas que melhorem verdadeiramente a vida das pessoas em todas as regiões do Estado”, defendeu Cartaxo, na manifestação organizada pela Federação das Associações de Municípios da Paraiba (FAMUP), na manhã desta sexta-feira (05), na Praça do Meio do Mundo, na fronteira entre os municípios de Boa Vista, Campina Grande e Pocinhos.

Para ilustrar a defesa de mais união e integração dos gestores públicos municipais, Luciano Cartaxo citou como exemplo a rede pública de Saúde de João Pessoa, sobretudo os hospitais e a rede de UPA’s, que destinam mais de 40% de seus leitos e atendimentos a pacientes do Interior do Estado.

“Precisamos deixar de lado as diferenças político-partidárias ou meramente eleitorais para fortalecer os municípios e toda a Paraíba. Em momentos de grave crise nacional como a que vivemos, é fundamental ter diálogo e compreensão de que ninguém faz nada sozinho. É preciso ter grandeza para estar acima dos interesses menores e cuidar, juntos, do que realmente importa, que é o desenvolvimento da Paraíba, das pessoas das nossas cidades, do Litoral ao Sertão”, ressaltou.

Em seu discurso, Cartaxo fez questão de dizer que, como vice-presidente da Frente Nacional de Prefeitos, está à disposição dos gestores para superar as dificuldades e ajudar na construção de um novo pacto federativo, que resulte em uma distribuição mais justa de recursos e de responsabilidades entre União, Estados e municípios. “Esta é uma luta que não tem lado nem partido, é de todos nós”, enfatizou.

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