Em contato com o Blog do Anderson Soares, na manhã desta quinta-feira (27), o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) defendeu o nome do senador José Maranhão (PMDB) como novo coordenador da Bancada paraibana no Senado Federal.

Já na bancada da Câmara Federal, o tucano preferiu não opininar sobre a decisão dos deputados, já que são situações distintas, porém, ressaltou que não vai admitir que as Prefeituras de João Pessoa e Campina Grande sejam prejudicadas com retirada das emendas.

” A decisão dos deputados sobre a coordenação da bancada é um assunto que compete a eles. Benjamim era coordenador  duas bancadas porque foi um consenso. Apenas não vamos permitir que nenhuma manobra contra as Prefeitura de João Pessoa e Campina Grande. Em relação à coordenação da bancada paraibana no Senado, sugiro o nome do senador José Maranhão”, declarou Cunha Lima.

Aije da PBPrev

O senador falou também sobre a expectativa para conclusão do julgamento da Aije da PBPrev que pede a cassação do governador Ricardo Coutinho (PSB). Ele acredita que o governador será cassado, porque existe precedentes no estado.

“Confio na justiça. Existe precedentes no TRE. Espero que a corte não use dois pesos e duas medidas. Fui cassado por muito menos que os abusos cometidos pelo governador na PBPrev e numa sessão que durou  apenas 40 minutos. Só o voto do relator da Aije da PBPrev foi o dobro de todo o meu julgamento”, expressou.

Cássio ressaltou ainda que o relator da ação, juiz Romero Marcelo reconheceu que houve irregularidades praticadas, mas sem potencial para desequilibrar o resultado. Ele afirmou que , fatalmente, o magistrado reconhecerá a gravidade das irregularidades na Aije do Empreender.

“O juiz Romero Marcelo reconheceu que houve irregularidades cometidas no período eleitoral, apenas não viu potencialidade para desequilibrar o resultado da eleição, apesar do uso de R$ 7 milhões. A minha expectativa é que o TRE julgue essa ação e a do Empreender. Tenho certeza que o magistrado vai enxergar na do Empreender, a gravidade dos abusos praticados. Vivemos um momento em que o país está sendo passado a limpo. Não se pode usar dois pesos e duas medidas, finalizou.