Bastidores da exclusão do nome de Domiciano Cabral (DEM) na chapa à reeleição do prefeito Expedito Pereira (PSB) foram revelados ao Blog do Anderson Soares, nesta segunda-feira (15), pelo presidente do PSB de Bayeux, vereador Jefersson Kita.

Kita confirma que havia um acordo para o DEM indicar a vaga de vice de Expedito e o nome de consenso seria o do filho de Domiciano Cabral, mas ele declinou do convite por causa de projetos profissionais fora do estado.

O nome indicado do Democratas foi de Domiciano Cabral, mas houve ponderação do governador Ricardo Coutinho (PSB) por falta de alinhamento político do ex-deputado com o projeto do PSB em 2018.

Segundo Kita, Ricardo teria dito que Cabral tem compromissos políticos com o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) e para o PSB,  a articulação em Bayeux deveria passar por compromissos futuros, visando o projeto do partido em 2018.

” O governador ponderou que as alianças municipais estivessem alinhadas com o projeto do PSB para 2018. Ou seja, um compromisso de fururo. Não se pode articular uma aliança em 2016 sem pensar em 2018. Domiciano está alinhado ao projero de Cássio para 2018. Por uma questão estratégica, não poderíamos entregar a vice a uma  pessoa que não tem compromisso com nosso projeto”, afirmou o socialista.

No entanto, Kita não acredita em rompimento da família Cabral, por uma questão de sobrevivência política. Segundo ele, Domiciano tem pretensões de voltar ao comando da Prefeitura de Bayeux em 2020. Apoiar uma outra candidatura seria o caminho mais distante.

“Expedito não será candidato à reelição em 2020. Já Berg Lima e Léo Micena serão candidatos à reeleição em 2020, em caso de vitória. Isso atralalharia os planos de Domiciano voltar a comandar a Prefeitura em 2020. Por isso, acreditamos no apoio dele à nosssa candidatura”, concluiu.