O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (14) o relatório que recomenda a cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A decisão final depende da votação do relatório no plenário da Casa.

O placar no conselho foi de 11 votos pela cassação e 9 contrários.

De autoria de Marcos Rogério (DEM-RO), o parecer argumenta que Cunhamentiu à CPI da Petrobras quando, em 2015, negou ter “qualquer tipo de conta” no exterior. O texto deveria ter sido discutido na semana passada, mas a votação foi adiada para evitar a absolvição do peemedebista.

Apesar de estar impedido pela presidência da Câmara de incluir como motivo de cassação a acusação de que Cunha recebeu propina nopetrolão, Rogério não deixou o tema de fora de seu voto.

Ele lembra que as contas vinculadas a Cunha da Suíça foram omitidas por terem sido, segundo as investigações da Procuradoria-Geral da República, abastecidas em parte com recursos oriundos do esquema de corrupção na Petrobras.

Aliados de Cunha trabalhavam para a aplicação de uma punição branda ao peemedebista, como a suspensão de suas prerrogativas parlamentares.