A atuação do senador Raimundo Lira (PMDB-PB), em especial na Comissão do Impeachment, tem rendido elogios dentro e fora do Senado. Esta semana no programa do Jô Soares o parlamentar foi elogiado pelo apresentador. Ele disse que sempre assiste aos debates e fez questão de parabenizar a forma como o senador Lira tem conduzido os trabalhos. “Comportamento de senador”, disse Jô durante o programa.
Já no Senado, os colegas de parlamento também reconhecem que Lira vem tendo uma excelente atuação não só na Comissão do Impeachment mas em todos os trabalhos da Casa. Em um aparte a um pronunciamento de Lira, que falava sobre a construção de um ramal de 30 quilômetros interligando o eixo norte do projeto de transposição do Rio São Francisco à cabeceira do Rio Piancó, o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) disse que o parlamentar paraibano tem a característica que se espera dos grandes políticos e estadistas.
“Até as duas da manhã estava debatendo a solução para um problema nacional da maior transcendência como presidente da Comissão, e agora está aqui fazendo um discurso em homenagem a Piancó, debatendo a transposição do Rio São Francisco”.
Quem também fez questão de parabenizar Lira pela condução dos trabalhos foi a senadora Lúcia Vânia (PSB-GO). “A sua paciência, o seu dinamismo e, acima de tudo, a sua competência em conduzir aquela Comissão de forma democrática, sem paixão e sempre com muita racionalidade, com muita imparcialidade, sem dúvida nenhuma fazem com que na Comissão, que envolve interesses antagônicos, possa estabelecer o consenso, mesmo que tenhamos algumas dificuldades momentâneas”.
O senador Dário Berger (PMDB-SC) acrescentou mais uma característica do senador Raimundo Lira: a tolerância. “Em determinados momentos, ele até sobe um pouco o tom para botar ordem na Casa porque senão os trabalhos não fluem”, afirmou o parlamentar.
 
Oitiva de testemunhas
 
O presidente da Comissão Especial do Impeachment, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), marcou para segunda-feira (13), a partir das 16h, o depoimento de quatro testemunhas e para terça-feira (14), às 11h, a arguição de outras cinco, todas requisitadas por integrantes da comissão. Ainda não foi divulgada a data da oitiva dos outros seis nomes sugeridos pelos senadores.
Pela defesa de Dilma Rousseff devem ser ouvidos até 40 indicados, cujos nomes serão apresentados ao relator da comissão, Antonio Anastasia (PSDB-MG), até a noite desta quinta-feira (9).
A comissão começou a etapa de oitivas na quarta-feira (8), em reunião que se estendeu até a madrugada do dia seguinte. Já foram ouvidas duas testemunhas indicadas pela acusação e duas pelos senadores.
Estão convocados para segunda-feira Leonardo Albernaz, secretário de Macroavaliação Governamental do Tribunal de Contas da União (TCU); Tiago Alvez Dutra, secretário de Controle Externo do TCU; Marcus Pereira Aucélio, ex-subsecretário de Política Fiscal do Tesouro Nacional; e Esther Dweck, ex-secretária da Secretaria de Orçamento e Finanças.
Na terça-feira, serão ouvidos Luciano Coutinho, ex-presidente do BNDES; Marcelo Saintive, ex-secretário do Tesouro Nacional; André Nassar, secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura; Gilson Bittencourt, ex-secretário adjunto da Casa Civil da Presidência da República; e Marcelo Amorim, ex-coordenador-geral de Programação Financeira do Tesouro Nacional.
Conforme regras aprovadas pela comissão, as testemunhas são ouvidas individualmente e não fazem manifestação inicial, limitando-se a responder perguntas formuladas pelos senadores, pela acusação e pela defesa. Não é permitido contato entre as testemunhas, que são mantidas em ambientes separados, enquanto aguardam o momento de serem ouvidas.
A etapa de oitivas, conforme calendário aprovado na comissão, está prevista para ser concluída até 20 de junho, mas poderá ser prorrogada, caso seja preciso mais tempo para que os senadores ouçam todas as testemunhas arroladas.
Assessoria