A política é a degradação moral dos seus personagens. Em nome dela, os politicos rasgam discursos e jogam a ética e a moral na lama.

Em menos de dois anos, o governador Ricardo Coutinho (PSB) e o prefeito de João Pessoa (PSD) protagonizavam uma reaproximação em nome do bem para cidade.

Sob o falso argumento de que as parcerias administrativas seriam importantes para a capital, os dois convenceram muitos a votarem na chapa Ricardo Coutinho/Lucélio Cartaxo.

Terminada as eleições, nenhuma parceria sequer foi executada. A prioridade a partir do resultado das urnas, passou a ser a discussão se Ricardo apoiaria ou não Cartaxo.

O resultado disso, todos nós sabemos. O nível moral é tão degradante, que esqueceram os elogios falsos, oportunistas e imoral que rasgavam um do outro.

Isso se tornou tal banal para o povo, que muitos enxergam como normal, isto é, a guerra pelo poder. Pode fazer tudo para conquistar seus objetivos. É uma hipocrisia sem limites.

Anunciar uma obra de pavimentação, quando existem, no mínimo outras duas, em absoluto atraso (Permitral Sul e alargamento da Avenida Cruz das Armas), é oportunismo barato.

Por outro lado, desperdiçar quase dois anos para pavimentar uma via de pouco mais de um KM, é no mínimo, negligência com uma obra tão importante, pelo simbolismo que representa. Por mais que a justificativa seja a liberação do IPHAN, não convence.

No entanto, na ânsia de polarizar com o prefeito, o governador desconhecia a execução em caráter, quase conclusivo, de uma via alternativa de acesso à Estação.

O tiro saiu pela culatra, porque no imaginário comum, inclusive no meu, a área estava totalmente abandonada pela Prefeitura, mas as informações, na verdade, não correspondiam aos fatos.

Pelo menos nessa briga específica, a população terá o que comemorar. Haverá mais de uma via de acesso ao Farol do Cabo Branco. Um caminho aberto pela Prefeitura e o outro pelo Estado. Agora, todos os caminhos levam à Estação Cabo Branco.