Quem cala, consente. Um adágio popular que se encaixa perfeitamente ao momento pelo PSB de João Pessoa, em meio as informações de substituição da candidatura de João Azevedo. O silêncio do candidato alimenta a tese de desistência.

Os sinais são cristalinos. Desde semana passada, Azevedo mergulhou no isolamento. Ontem (25), não compareceu à inauguração do Estado de uma adutora no Conde. Nem o pré-candidato, muito menos a cúpula do partido se pronuncia sobre o tema, o que aumentam as especulações.

O fato é que o PSB se reúne essa semana para decidir a substituição de João. O governador Ricardo Coutinho (PSB) se reuniu ontem à tarde,  com a deputada Estela Bezerra e deve ungi-la a candidata do partido.

A legenda até ensaiou uma possível candidatura de Cida Ramos, secretária de desenvolvimento humano do Estado, mas o fator tempo pesa contra a secretária. Apesar de bom trânsito nos movimentos sindicais,  Cida ainda é pouco conhecida da população.

Com a redução da campanha eleitoral para 45 dias e apenas 35 dias para propaganda eleitoral no rádio e na TV, é necessário um nome massificado.  É muito difícil um candidato que começa do zero competir em igualdade com outro que disputa a reeleição, com índices de aprovação beirando os 70%

Apesar de certa resistência dentro do próprio partido e de setores da sociedade civil- isso é referendado até por pessoas próximas – Estela ainda é o nome que reúne as melhores condições, neste momento, para tentar polarizar com Cartaxo, já que no momento é Manoel Júnior quem desempenha esse papel.

Com um surpreendente desempenho em 2012, menos de mil votos separaram Estela do segundo turno das eleições na capital. Com mais de 23 mil votos em João Pessoa para deputada em 2014, a socialista é a melhor opção dos nomes que o partido disponibiliza.

O grande desafio da legenda é a rejeição da parlamentar e a construção de um novo discurso para Estela. Com João Azevedo  a aposta era persuadir o eleitor com o argumento de que em cada obra estruturante na gestão do PSB em JP e no Estado tem o “dedo” dele.

Já com Cida Ramos, a mensagem teria um apelo mais social e popular. A retórica seria a criação do 13° do bolsa família, idealizado pela secretária. Estela não tem nada que personifique o legado de obras e ações de Ricardo.

Seu maior trunfo, é luta das minorias (LGBT e feministas) que encontra ampla resistência na sociedade. Sinuca de bico que o governador vai ter que decidir pela eliminação das opções que resultem em menos prejuízo, nessa altura do campeonato, para o jardim girassol.